rascunhos são só provas de que podemos fazer melhor-
a tua procura de carinho é um tiro no peito
pouco se pode esperar de quem se candidata ao inferno de gerir uma mente que tanto erra dentro de si. tudo teu é desarrumo e desencanto mas sempre tenho muita paixao nos olhos. paixao do que?
nao é obrigaçao dos outros te entreter ou preencher as tuas falhas do espirito
nao existe saude em tentar dar o melhor de ti quando esse melhor nao existe. em memoria a minha prudencia brilhava com o maior dos meus atributos e agora é só uma estatua de pedra que ninguem consegue fitar nos olhos. sou um susto,, o maldizer, a maior das calunias das historias e sempre quem reage arduamente
tou a ficar maluca e os dias custam a passar
sou o peso do morto mesmo quando nao o personifico, e ainda assim sorrir é uma das mais valias que carrego no peito ,apesar de me encontrar sempre tao cheia desta minha falsidade que eu quero presentar ao Outro! o Outro controla a minha falta de coragem e a minha falta de auto-determinação
serei uma birra, botões deixados de funcionar
manchas em blusas que ja foram as favoritas. boneca de papel em dias de chuva. camara durante o obscuro da escuridao. nao acho saude em nada do que faço e o ecoar das palavras dos outros me confundem e se elevam à Razão. eu nao serei participadora neste espectaculo jamais.
sou gordo a sair pela pele
sou o ecoar dos sentidos o amanso dos ventos o pudor das falacias do teu beijo a falta de cumplicidade no acenar da rua as muralhas desgraçadas do teu sistema imunitario a megalomania de sermos melhores algum dia o sustento da tua familariedade morta o fechar de todas as oportunidades e somos esta podridão de suor e mágoa e mais não podemos ser porque não te darás a ti mesmo a oportunidade
já chega
em nada melhoro o espaço que ocupo . para todo o sempre terei de me debruçar sobre mim própria
o texto apaga-se. a luz apaga-se. nada resta entre a bruma
trouxessem deuses instruções sobre como saltar para fora de mim e encontrar algo onde o coração não grite por libertação
o som ecoou dentro do peito e me disse que nunca nos entenderiamos. é estranho querer contar a história de como isto nunca se desenvolveu visto que para todos os efeitos pertencemos somente ao nada. falta das horas de crença, esperançosa atmosfera alastrada cá dentro, justificadora de todos os abusos de intimidade
se eu ficar aqui
se eu ficar só aqui
posso ser só eu aqui e ainda assim em nenhum espaço posso ser
sempre à espera do que não vem
se do nada eu crio porque é que aqui ainda nada criei?
e assim eu me encontro feito nada no labirinto desta sede por ser Eu um dia Deus. nunca foquei na saude nem na proeza mas sim no reconhecimento interno de que algo eu fiz correcto, e essa realidade nunca me chegou. foi dificil ignorar que na verdade a falha me faria sempre sombra, e ainda mais levar o peso nos ombros de que isso faria parte de mim durante todas as horas da eternidade futura. assim se torna dificil aceitar que existe algo ainda pelo qual viver perante tanto amor que se tornou indiferente; tantas horas que aos outrora apaixonados agora nada valem. o sufoco de existir no espaço que eu amo fez com que o amor subisse aos ceus num espectaculo desarmonioso de quem agora nada tem.
o quanto poderiamos ter pertencido ás chamas! e dançado em grandiosos vendavais ;ser ocupados pelo suor um do outro e nos ocuparmos lentamente
o meu processo é lento e fragmentado
nada tem valor não acabar
somos postos sem trabalho
corpos já só com remendos
desculpem se tudo me parece muito insuficiente
eu nao merecia ser segredo. nao merecia ser segredo
passar todo o tempo preso de mim. e as mãos são o medo. o mundo estremece fora da janela. o mundo estremece dentro do peito.
a poesia morou na minha casa
fiquei fora da janela
simbolismo
harmonia
fome
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. need you like water in my...
. Letters