retratos. retiros. remexendo em memorias de quem nao entende que os navios nao precisam de rumo. quem é somente fraqueza e caravela, que não retira nada do espaço que ocupa/ e tu, ó tu
que só queres ver filmes sentrada na tua poltrona do fracasso.
eu mudo o compasso mas há dias que nada em mim me muda/assim me fecho no mundo como quem aceita o peso da carapaça/ saudades como uma mera afronta não era vista como uma ameaça.
o ser inanimado que comeu aquela minha cara+paça mas rapidamente a engoliu e trouxe de volta a minha porta com maior defeito do que a perdi/ nao deixou a porta tive de ir buscar.o monstro do amor ou o meu suposto amor que era um monstro, porque naturalmente o cosmos escolheu para mim a podridão robótica em formato de homem - o sensacionalismo de quem só na minha cabeça me fez sentir algo que fosse bom. era ele monstro ou tornamo-nos quando isto aconteceu.
nunca ha trabalhos acabados so mais alguns retratos espalhados nesta casa de tempos em que ainda nos tentavamos entender,agora parece que estagnamos normalizamos que estamos a sofrer. as historias que nos contam ja nao chegam /temos de viajar nos deixar de televisao/ ir ao encontro dessa tal satisfaçao aparentemente inalcançavel
ainda que caídos no miraculo da transigência, os inimigos fecharão as portas a qualquer simulacro obsequioso de conhecimento do Outro.
ao se tornarem delineadores de fronteiras sabotaram a indissolução da terra que havia sido Prometida aos que menos se acostumaram aos demais espíritos inconscientes
esquecem que venturosamente me materializo no meu próprio planeta. os astros não oferecem a sua mão aos mestres da auto-intitulação divina.
nenhuma casa na lua se compararia ao extâse de sair da paranóia deste circo de pensamento; a sair do círculo restringente do meu cansaço
negar a repetição malevolente do massacre consumista a que se dedica esta tesão e desejo
a balança nunca transparece franqueza quando se aproxima o julgamento das nossas raízes no espaço
assim pesa muito que se sinta o amor um recurso esgotável perante a minha humanidade
assim pesa muito que a superficialidade tenha engolido qualquer tentativa de acumpliciamento
resta o sabor da madrugada em que neguei a reconciliação com todos os meus sentidos.
chega de nutrir inveja megalomana pela calmaria que os Outros invade
submeto-me à caída iminente no abismo porém manter-me-hei espectadora do desenrolar da batalha
achas que não é um privilégio ter um sítio onde podes criar?
quantos so entram em contacto por causa daquilo que eu tenho e o quanto eu nem sou dona daquilo que achei que era muito verdadeiramente meu. nao vou explodir os ouvidos de ninguem porque nao tenho o direito de retirar seja quem for da sua propria bolha. eu desmantelei a minha propria e pagarei caro por isso.
ate voltar a ser eu
parece que o passar dos dias a mim me corrói a alma e nunca será a altura certa.abandonei tudo
hiper sensibilidade a minha possibilidade
settling for nothing ever
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. need you like water in my...
. Letters