o simulacro do momento em que tudo erra, o inimigo resistente destruidor de todo o espaço, o ser mais auto-enganoso que já habitou a terra. ainda assim julgo comunicar-me como todos os peixes, numa mentira harmoniosa de conexão com uma natureza que já me negou. se ao saborear o que há ainda em ti eu deixo entrar em mim um futuro que sorri a todas estas brutas, fodidas incertezas,
eu volto a rever-me numa casa na lua a ler um livro aventuroso
e volto a lembrar que a maior aventura sou eu. ao sair do circo ao sair do círculo que me restringia e restringe, que abre os braços convida a entrar mas repete incansavelmente : tudo o que tu és é muito insuficiente para ser reconhecido entre nós que somos do mais puro, mais desejável, mais fortes
esquecem que nos meus melhores dias eu tenho o meu próprio planeta. os astros não oferecem a sua mão aos mestres da auto-intitulação divina.
tudo se transforma,,,, e o desejo o desejo o desejo. mantém-se estável em relação a tudo o que não alcanço. pesa muito que sinta o amor um recurso esgotável. pesa muito que a superficialidade tenha engolido tudo tudo tudo
desconheço se no Vulcão caí ou nele me tornei.
em nenhum destes licores o meu espírito se alimentou. só o mal de mim prevaleceu, com todo o seu feitio podre,, de observadora incapaz de se obster da sua constante censura aos demais. ao nutrir uma inveja megalomana pela calma dos outros. ao negar partilhar a minha iminente caída no abismo
relembro com amargura o sabor da madrugada em que neguei a reconciliação com todos os meus sentidos. sabia a auto-sabotagem
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. need you like water in my...
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